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Quem é Marcelo Rizzi?

Uma história de trabalho, família e contato com as pessoas

Construí minha vida trabalhando. Comecei cedo, passei por diferentes atividades e, há mais de 30 anos, atuo como empresário lotérico no Rio de Janeiro. Mas quem convive comigo sabe que, mesmo sendo empresário, é no contato direto com as pessoas que me sinto mais à vontade.

No dia a dia, gosto de estar perto, ouvir, conversar e entender os problemas como eles realmente acontecem. Foi assim, atendendo pessoas e também vivendo as dificuldades da própria vida, que percebi que muitas vezes o que falta não é a existência de um direito, mas fazer esse direito chegar a quem precisa.

Nunca ocupei um cargo político. Decidi entrar para a política depois de uma vida construída fora dela. Levo comigo a experiência de quem trabalhou, empreendeu, gerou empregos, constituiu família e conhece de perto dificuldades que fazem parte da realidade de tantas famílias.

Agora, quero colocar essa experiência a serviço do Rio de Janeiro. Quero fazer política da maneira em que acredito: com os pés no chão, responsabilidade e disposição para trabalhar.

Ouvir as pessoas. Enfrentar os problemas. Construir soluções que funcionem.

Uma vida construída pelo trabalho

Comecei a trabalhar ainda jovem. Comprava bicicletas usadas ou com defeito, consertava e revendia. Também trabalhei na horta do bairro, vendi jornais, fui ajudante de obras e passei por escritório de contabilidade. Com o apoio dos meus pais, consegui realizar o sonho de ter meu primeiro pequeno negócio.

Ao longo dos anos, aprendi na prática a administrar, negociar, liderar equipes e enfrentar as dificuldades de quem empreende. Há mais de três décadas atuo como empresário lotérico, gerando empregos e, principalmente, mantendo diariamente contato com pessoas das mais diferentes histórias e realidades.

Experiências que mudaram minha maneira de enxergar a vida

Minha trajetória também teve momentos muito difíceis dentro da minha própria família. Vivi de perto as consequências de um grave erro médico no nascimento do meu primeiro filho e, anos depois, enfrentei ao lado da minha esposa a angústia da espera por cirurgias importantes. Em 2020, eu mesmo enfrentei uma forma grave de Covid-19, precisei ser intubado e permaneci em coma induzido.

Essas experiências fazem parte da minha história, mas não me colocam no papel de vítima. Elas me ajudaram a compreender ainda mais quem enfrenta uma fila, espera por atendimento, luta por um direito ou simplesmente precisa ser ouvido.

Por que entrar para a política agora?

Nunca exerci um cargo político. Minha decisão veio depois de uma vida inteira construída fora da política e do contato diário com pessoas que muitas vezes sabem que possuem direitos, mas encontram enormes dificuldades para acessá-los.

Acredito que minha experiência de gestão, minha capacidade de negociação e, principalmente, minha disposição para ouvir podem ser colocadas a serviço da população.

É por isso que decidi disputar uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro: quero colocar minha experiência a serviço das pessoas e trabalhar para que aquilo que hoje parece um “não” possa, com responsabilidade e trabalho, ser transformado em “sim”.

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Nossas Propostas

56% das políticas públicas federais analisadas atingiram apenas parcialmente seus objetivos, metas e resultados.

Não basta uma lei existir. Ela precisa funcionar na vida real.

O Brasil já possui muitas leis, programas e políticas públicas importantes. Mas esse dado do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra um problema que precisamos enfrentar: muitas vezes o direito existe, o programa existe e o recurso é destinado, mas o resultado ainda não chega como deveria à população.

Por isso, minhas propostas não partem da ideia de criar uma lei nova para cada problema. Em alguns casos, será preciso criar novas regras. Em outros, aperfeiçoar o que já existe. E, muitas vezes, será necessário fiscalizar, cobrar resultados e fazer o recurso público chegar onde realmente é necessário.

Como deputado federal, quero usar os instrumentos do mandato para apresentar projetos de lei quando forem necessários, destinar recursos por meio de emendas, fiscalizar a aplicação do dinheiro público e cobrar resultados concretos.

Não quero medir o trabalho de um mandato pela quantidade de leis apresentadas, mas pelo que realmente muda na vida das pessoas.

Fonte: Tribunal de Contas da União (TCU) — Relatório de Políticas Públicas 2025.

Famílias Atípicas e Cuidadores

Cuidar de quem dedica a vida a cuidar.

Item Nº 1

💙 Atendimento perto de casa — descentralizar os serviços

Uma família não deveria precisar atravessar cidades ou passar horas no transporte para conseguir atendimento.

Quero trabalhar para ampliar e descentralizar os serviços de saúde, reabilitação, assistência e apoio às famílias, levando mais estrutura para a Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e o interior do Estado.

Por meio de emendas parlamentares, quero destinar recursos para fortalecer e ampliar estruturas e serviços onde existe falta de atendimento.

O direito não pode depender do CEP. O atendimento precisa chegar mais perto das pessoas.

💙 Cuidado integrado — apoio para a família em um só lugar

Quem cuida não deveria precisar ir de órgão em órgão, repetir a mesma história e descobrir sozinho onde buscar cada atendimento ou direito.

Quero trabalhar para que os centros de atendimento e reabilitação possam contar, diretamente ou por meio da integração com outros serviços públicos, com Núcleos de Apoio à Família e ao Cuidador.

Enquanto o filho ou familiar estiver na fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional ou outro atendimento, o cuidador poderá ter acesso, conforme a estrutura de cada unidade, a apoio psicológico, assistência social, orientação sobre direitos e documentação e encaminhamento para assistência jurídica quando necessário.

A proposta é aproximar os serviços da família e fazer com que saúde, assistência social e demais órgãos públicos conversem entre si, evitando que o cuidador tenha que começar uma nova busca a cada necessidade.

Esses núcleos também devem fazer parte da descentralização dos serviços, chegando à Baixada Fluminense, São Gonçalo, Região Metropolitana e interior.

Enquanto uma pessoa recebe o tratamento de que precisa, quem cuida dela também pode encontrar apoio no mesmo lugar.

💙 Respiro para quem cuida

Há cuidadores que não conseguem ir ao próprio médico, fazer exames, estudar, trabalhar ou simplesmente descansar algumas horas porque não têm com quem deixar a pessoa que depende deles.

Quero destinar recursos para fortalecer e ampliar Centros-Dia e outros serviços de cuidado temporário, com segurança e profissionais preparados.

O objetivo é permitir que o cuidador possa cuidar também da própria saúde e da própria vida, sabendo que seu familiar está sendo bem assistido.

Quem cuida também precisa ter o direito de ser cuidado.

💙 Tempo para cuidar sem perder o emprego nem a renda

Quem cuida de uma pessoa com deficiência e precisa acompanhá-la em consultas, exames, terapias ou tratamentos não deveria ser penalizado por estar cumprindo uma responsabilidade indispensável.

Quero trabalhar pelo avanço de uma legislação que garanta ao familiar cuidador, mediante comprovação da necessidade, ausentar-se do trabalho para acompanhar atendimentos indispensáveis sem ter aquele período descontado do salário e sem precisar compensá-lo depois.

Também quero defender a adaptação da jornada quando houver necessidade contínua de acompanhamento, levando em consideração a intensidade e a frequência do cuidado, além de proteção contra discriminação e demissão motivadas pela responsabilidade de cuidar.

O trabalho remoto ou híbrido pode ser uma alternativa para algumas profissões, mas não pode ser a única resposta. Quem trabalha no comércio, em uma fábrica, em serviços ou em outras atividades presenciais também precisa ser protegido.

Para uma família que já enfrenta tantos gastos e dificuldades, perder parte do salário porque precisou acompanhar um filho ou familiar em um atendimento faz diferença dentro de casa.

💙 Proteção financeira para quem não consegue trabalhar porque precisa cuidar

Há mães, pais e outros familiares que não conseguem manter um emprego porque a pessoa que cuidam necessita de acompanhamento intenso e contínuo.

Quero defender uma proteção financeira para o cuidador familiar sem renda própria que, comprovadamente, esteja impossibilitado de trabalhar em razão da necessidade de cuidado de seu familiar.

Essa proteção deverá ter critérios claros, considerando a intensidade e a continuidade do cuidado, o grau de dependência da pessoa cuidada e a situação econômica da família, além de uma fonte responsável de financiamento.

Se o Estado reconhece a importância do trabalho de cuidado, também precisamos proteger quem teve de abrir mão da própria renda para cuidar.

💙 Capacitação e oportunidade de renda sem abandonar o cuidado

Muitos cuidadores não conseguem voltar a um emprego tradicional porque precisam estar disponíveis para a pessoa que depende deles. Mas isso não significa que devam abrir mão da possibilidade de trabalhar e ter a própria renda.

Quero incentivar parcerias com Sebrae, Senac, Senai, Institutos Federais e outras instituições de formação profissional para ampliar cursos gratuitos, presenciais e on-line, voltados às oportunidades reais de trabalho e geração de renda.

A proposta é oferecer caminhos para que o cuidador possa desenvolver uma atividade em casa, pela internet, por conta própria ou em horários compatíveis com sua rotina de cuidado, com orientação para empreendedorismo, educação financeira e comercialização.

Sempre que possível, essas capacitações também poderão ser aproximadas dos centros de atendimento, aproveitando o período em que o familiar estiver realizando suas terapias.

Quem precisou deixar o emprego para cuidar não precisa deixar para trás a possibilidade de ter sua própria renda.

💙 Melhorar a proteção social e as regras do BPC

Quero trabalhar pelo aperfeiçoamento das regras de proteção social para que elas considerem melhor a realidade das famílias que vivem uma rotina intensa de cuidado.

Uma família não deixa de ser vulnerável simplesmente porque sua renda ultrapassou por pouco determinado limite. A avaliação precisa considerar também a realidade econômica da família, os gastos relacionados ao cuidado e o impacto que a necessidade permanente de assistência exerce sobre a possibilidade de trabalhar e gerar renda.

Quero defender o aperfeiçoamento das regras do BPC e de seus critérios de avaliação, respeitando os direitos que já existem e trabalhando para corrigir as situações em que a legislação ainda não consegue enxergar adequadamente a realidade dessas famílias.

A proteção social precisa olhar para a vida real de quem cuida todos os dias.

💙 Proteção previdenciária pelos anos dedicados ao cuidado

Há mães, pais e outros familiares que passam muitos anos fora do mercado de trabalho porque alguém depende deles diariamente. Nesse período, muitas vezes deixam também de contribuir para a Previdência.

Quero trabalhar pelo avanço de medidas que garantam proteção previdenciária a quem comprovadamente precisou abandonar ou reduzir o trabalho para exercer cuidado familiar contínuo, considerando também as propostas que já estão em discussão no Congresso.

A solução precisa ter critérios claros, considerar a intensidade e a continuidade do cuidado e prever uma forma responsável de financiamento.

Quem dedicou anos da própria vida a cuidar de alguém não pode chegar à velhice e descobrir que, para a Previdência, todo aquele tempo simplesmente não existiu.

💙 Proteção para o cuidador depois da perda

Depois de anos dedicados ao cuidado, o falecimento da pessoa cuidada pode trazer, além do luto, uma mudança financeira imediata. Muitas vezes, o cuidador passou anos afastado do mercado de trabalho e não consegue simplesmente retomar a vida profissional de uma hora para outra.

Quero trabalhar pelo avanço de uma proteção financeira transitória para o cuidador, com critérios definidos em lei, que ofereça um período para reorganizar a vida, buscar qualificação e se preparar para retornar ao mercado de trabalho.

Essa proteção não significa transformar o BPC da pessoa falecida em pensão. A proposta é reconhecer a situação de quem passou anos dedicado ao cuidado e precisa de uma transição para reconstruir sua própria vida.

O cuidado pode terminar, mas quem dedicou anos a ele não pode ficar desamparado de um dia para o outro.

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Autismo, Síndrome de Down e outras condições

Mais acesso, inclusão e cuidado em todas as fases da vida.

💙 Diagnóstico e atendimento sem perder tempo

Quando crianças, jovens ou adultos apresentam sinais ou dificuldades que precisam ser investigados, a família não pode passar meses ou anos procurando consultas, avaliações e profissionais sem saber quando conseguirá atendimento.

Quero destinar recursos por meio de emendas para ampliar e equipar serviços públicos de avaliação e diagnóstico, fortalecer equipes multiprofissionais e reduzir as filas, principalmente nas regiões onde a espera é maior.

Também quero levar essa estrutura para mais perto das famílias, fortalecendo os serviços na Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e no interior. E, onde não houver estrutura suficiente para esse atendimento, quero destinar recursos para que estados e municípios possam implantar novos espaços e ampliar a rede, reduzindo a necessidade de grandes deslocamentos.

E, quando já houver necessidades identificadas e indicação profissional, quero trabalhar para que crianças, jovens e adultos possam iniciar o cuidado necessário sem precisar esperar pela conclusão de todo o processo diagnóstico.

Quero ainda defender mais transparência nas filas e fiscalizar os recursos destinados: saber quantas pessoas estão esperando, há quanto tempo, onde estão os maiores gargalos, onde o dinheiro foi aplicado e se o investimento realmente reduziu a espera e aumentou o atendimento.

Quem precisa de ajuda não pode perder meses ou anos numa fila. O atendimento precisa começar o mais cedo possível e chegar mais perto de quem precisa.

💙 Terapia pelo tempo e da forma que cada um precisa

Conseguir o diagnóstico é apenas o começo. Depois dele, muitas famílias enfrentam outra dificuldade: garantir que crianças, jovens e adultos recebam as terapias de que realmente precisam, com frequência adequada, continuidade e qualidade no atendimento.

Cada criança, jovem ou adulto tem necessidades diferentes. Quero trabalhar para que o atendimento seja individualizado e definido de acordo com a avaliação e a indicação dos profissionais, e não simplesmente encaixado em um mesmo modelo para todos.

Hoje, os planos de saúde já não podem estabelecer um número máximo anual de sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia apenas por causa do diagnóstico. Quero trabalhar para fortalecer essa proteção na legislação federal e fiscalizar seu cumprimento, evitando limitações indevidas, interrupções injustificadas ou redução do tratamento necessário.

Também quero defender mecanismos que deem mais transparência aos atendimentos, permitindo verificar se a sessão autorizada realmente aconteceu, quanto tempo de atendimento foi efetivamente realizado e se o serviço prestado corresponde ao tratamento indicado. Se uma sessão precisar ser reduzida ou interrompida por necessidade técnica, isso deve estar devidamente registrado.

Por meio de emendas, quero destinar recursos para equipar, ampliar e melhorar os serviços públicos de fisioterapia, reabilitação e atendimento especializado, com aquisição de equipamentos e aumento da capacidade de atendimento onde houver necessidade.

Também quero apoiar a implantação e adaptação de salas sensoriais e multissensoriais e espaços de menor estímulo, planejados tecnicamente para crianças, jovens e adultos que necessitem desse tipo de ambiente durante o atendimento.

E onde esses serviços ainda não existirem ou forem insuficientes, quero destinar recursos para que estados e municípios possam implantar novos espaços e ampliar a rede de atendimento, levando essa estrutura também para a Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e o interior.

Não basta autorizar uma terapia no papel. Crianças, jovens e adultos precisam receber o tratamento indicado, pelo tempo necessário, com qualidade e o mais perto possível de onde vivem.

💙 Ambientes preparados para diferentes necessidades

Barulho excessivo, iluminação forte, ambientes cheios e longos períodos de espera podem tornar uma consulta, um exame ou um atendimento extremamente difícil para crianças, jovens e adultos que apresentam hipersensibilidade ou outras necessidades específicas.

Quero destinar recursos para ajudar estados e municípios a adaptar unidades de saúde, centros de reabilitação e outros serviços públicos, criando espaços de menor estímulo e condições de acolhimento mais adequadas.

Nem sempre será necessário construir uma nova sala. Muitas unidades poderão melhorar o atendimento com adaptações de iluminação e acústica, organização dos espaços de espera, sinalização e outros recursos de acessibilidade, definidos de acordo com a necessidade e a estrutura de cada serviço.

Também quero incentivar a capacitação das equipes para que saibam identificar necessidades específicas e realizar adaptações razoáveis no atendimento, evitando que uma criança, jovem ou adulto deixe de realizar uma consulta, exame ou procedimento simplesmente porque o ambiente não estava preparado para recebê-lo.

Acessibilidade não é apenas conseguir entrar em um lugar. É encontrar condições para permanecer nele e receber o atendimento com respeito e segurança.

💙 Inclusão escolar com apoio de verdade

Estar matriculado não significa estar incluído. Muitas famílias conseguem a vaga, mas depois encontram uma escola sem estrutura, sem apoio adequado ou sem profissionais preparados para atender às necessidades de seus filhos.

Quero trabalhar para que crianças e jovens com deficiência tenham condições reais de permanecer na escola, aprender, participar das atividades e conviver com os demais alunos, com o suporte necessário para cada caso.

Quando houver necessidade, quero defender a oferta de profissional de apoio escolar, além de recursos de acessibilidade e estratégias pedagógicas adequadas às necessidades de cada estudante.

Também quero destinar recursos por meio de emendas para ajudar estados e municípios a equipar salas de recursos, adquirir materiais pedagógicos adaptados, tecnologias assistivas, equipamentos de comunicação e outros recursos necessários à inclusão e à aprendizagem.

Quero apoiar ainda a capacitação dos profissionais da educação e fortalecer a comunicação entre escola, família e, quando necessário e respeitada a privacidade, os profissionais que acompanham o estudante. A família não pode descobrir apenas no final do período letivo que o filho passou meses dentro da sala sem conseguir acompanhar as atividades.

A inclusão precisa ser avaliada pelo que acontece no dia a dia: se o aluno está aprendendo, participando, recebendo o apoio necessário e conseguindo permanecer na escola com segurança e dignidade.

Se a família tem o dever de levar o filho à escola, o poder público tem o dever de oferecer condições para que ele permaneça, aprenda, esteja seguro e seja verdadeiramente incluído.

💙 Combater o bullying, a rejeição e a exclusão dentro da escola

Não basta garantir a matrícula e oferecer apoio pedagógico. Crianças e jovens com autismo, Síndrome de Down e outras condições também podem enfrentar isolamento, preconceito, intimidação e bullying dentro da própria escola.

Quero trabalhar para fortalecer ações de prevenção e enfrentamento dessas situações, com capacitação dos profissionais para identificar os sinais, registrar as ocorrências, comunicar a família e agir rapidamente, antes que o problema se transforme em sofrimento, abandono ou afastamento da escola.

Também quero defender mecanismos mais claros para que as famílias saibam onde procurar ajuda e como acompanhar as providências tomadas pela escola, evitando que episódios recorrentes sejam tratados apenas como conflitos comuns entre alunos.

A prevenção também precisa envolver os estudantes. Quero incentivar projetos permanentes de convivência, respeito às diferenças e conscientização sobre deficiência, adequados a cada faixa etária, para que a inclusão seja construída também nas relações entre os próprios alunos.

E quero cobrar resultados: não apenas quantas ações ou campanhas foram realizadas, mas se os casos estão sendo identificados, se as famílias estão sendo ouvidas e se crianças e jovens estão conseguindo permanecer na escola sem medo e sem serem colocados à margem.

Nenhuma criança ou jovem deve precisar escolher entre estudar e se proteger de um ambiente que deveria acolhê-lo.

💙 Mais suporte para quem tem necessidades mais intensas

Há crianças e jovens com deficiência que necessitam de apoio intenso e contínuo para comunicação, alimentação, higiene, mobilidade, regulação emocional, segurança ou participação nas atividades escolares.

Nesses casos, apenas garantir a matrícula não resolve. Quero trabalhar para que a escola tenha estrutura, profissionais capacitados e apoio compatível com a necessidade de cada estudante, definido a partir de uma avaliação individualizada e com participação da família.

Quando a rede regular não tiver condições suficientes para atender situações mais complexas, quero destinar recursos para ajudar estados e municípios a ampliar e fortalecer serviços especializados de apoio à educação, articulados com a escola regular e, quando necessário, com as redes de saúde e assistência social.

Também quero defender que cada situação seja analisada individualmente. Quando uma família procura ajuda porque o filho apresenta necessidades muito intensas e a escola não conseguiu oferecer condições adequadas para sua permanência, a primeira resposta do poder público deve ser oferecer suporte e encontrar uma solução — e não simplesmente responsabilizar a família.

O objetivo deve ser construir o atendimento mais adequado para aquela criança ou jovem, respeitando suas necessidades, sua segurança, seu desenvolvimento e seu direito à educação.

Inclusão de verdade não é obrigar todos a caber no mesmo modelo. É oferecer a cada criança e jovem as condições de que precisa para aprender, se desenvolver e participar.

💙 Espaços para desenvolver autonomia, convivência e talentos

Crianças, jovens e adultos com autismo, Síndrome de Down e outras condições precisam de oportunidades que vão além das consultas e terapias. Também precisam conviver, descobrir habilidades, desenvolver autonomia e participar da vida da comunidade.

Quero destinar recursos para ajudar estados e municípios a criar, ampliar, reformar e equipar Centros-Dia e outros espaços de convivência e desenvolvimento, principalmente onde esses serviços ainda não existem ou são insuficientes.

Quero incentivar nesses espaços e também por meio de parcerias com instituições habilitadas projetos de teatro, música, dança, pintura, artes visuais, atividades culturais, esportivas e outras iniciativas que ajudem a descobrir e desenvolver as potencialidades de crianças, jovens e adultos.

Essas oportunidades precisam chegar também aos bairros e municípios onde hoje quase não existem. Quero trabalhar para descentralizar esses projetos e serviços, levando recursos também para a Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e o interior.

Esses projetos devem respeitar as capacidades, interesses e necessidades de apoio de cada participante, trabalhando também comunicação, convivência, autonomia, participação social e habilidades para a vida diária.

Quero incentivar também programas de preparação para a vida adulta e desenvolvimento da autonomia, para que adolescentes, jovens e adultos possam aprender, de acordo com suas capacidades, atividades importantes para o dia a dia: cuidar da própria higiene e alimentação, organizar uma rotina, usar dinheiro, fazer compras, utilizar transporte, realizar tarefas domésticas, compreender seus compromissos e participar das decisões sobre a própria vida.

Para quem tiver condições de alcançar maior independência, quero apoiar projetos que ofereçam experiências práticas de vida autônoma, com acompanhamento profissional e redução gradual do suporte conforme cada pessoa desenvolva novas habilidades. Para quem sempre precisar de ajuda, o objetivo será desenvolver o máximo de autonomia possível, sem retirar o apoio necessário.

Autonomia não significa fazer tudo sozinho. Significa aprender a fazer escolhas, desenvolver capacidades e precisar de ajuda apenas naquilo em que o apoio realmente for necessário.

E quero incentivar que essas atividades ultrapassem as paredes dos centros, com parcerias com escolas, teatros, espaços culturais, projetos sociais e a própria comunidade, criando oportunidades para apresentações, exposições e participação em atividades abertas ao público.

Quando uma habilidade ou talento puder se transformar também em oportunidade profissional, quero aproximar jovens e adultos de formação, qualificação e caminhos para o trabalho, respeitando suas possibilidades e escolhas.

O acesso a oportunidades também não pode depender do CEP. Todo talento precisa ter a oportunidade de ser descoberto e desenvolvido.

💙 O cuidado não pode parar quando chega a vida adulta

Crianças com autismo, Síndrome de Down e outras condições crescem. Mas muitas famílias descobrem que, quando o filho chega à adolescência ou à vida adulta, os serviços disponíveis diminuem, mudam ou simplesmente deixam de existir.

Quero trabalhar para que a passagem da infância para a vida adulta seja planejada, evitando que jovens que já recebem acompanhamento fiquem sem referência justamente quando suas necessidades continuam existindo.

Quero destinar recursos para ajudar estados e municípios a ampliar serviços de saúde, reabilitação e atendimento multiprofissional também para jovens e adultos, inclusive criando novos espaços onde a rede existente não for suficiente.

Também quero fortalecer a integração entre saúde, assistência social, educação, qualificação profissional e serviços de apoio à vida adulta, para que a família não precise começar novamente, sozinha, uma busca por atendimento a cada mudança de fase da vida.

Nos casos em que houver necessidade de acompanhamento contínuo, quero defender a construção de um plano de transição, identificando antecipadamente quais atendimentos e apoios precisarão continuar na vida adulta e para quais serviços aquele jovem deverá ser encaminhado.

Essa estrutura também precisa chegar à Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e ao interior, inclusive com novos serviços onde eles ainda não existirem.

A deficiência não termina aos 18 anos. O cuidado, o desenvolvimento e as oportunidades também não podem terminar.

💙 Trabalho e oportunidade também fazem parte da inclusão

Chegar à vida adulta não pode significar perder oportunidades. Muitos jovens e adultos com autismo, Síndrome de Down e outras condições podem trabalhar e desenvolver maior autonomia quando encontram capacitação, oportunidade e o suporte adequado às suas necessidades.

Quero incentivar parcerias com Sebrae, Senac, Senai, Institutos Federais e outras instituições de formação profissional para ampliar cursos e programas de preparação para o trabalho, levando em consideração as habilidades, interesses e necessidades de apoio de cada jovem ou adulto.

Também quero aproximar essa capacitação das oportunidades que realmente existem em cada região, para que o jovem não termine um curso e depois descubra que não existem empresas preparadas ou vagas compatíveis onde vive.

Nas empresas maiores, quero fiscalizar e cobrar o cumprimento da Lei de Cotas, que já existe, para que as vagas não sejam apenas números no papel e se transformem em oportunidades reais de trabalho e permanência no emprego.

Mas a inclusão não pode depender somente das grandes empresas. Quero trabalhar na construção de mecanismos que incentivem também micro e pequenas empresas a contratar pessoas com deficiência, inclusive estudando incentivos que ajudem esses negócios a realizar adaptações e oferecer o suporte necessário.

É a pequena loja, a padaria, o mercado, a farmácia, a oficina e tantos outros negócios próximos de casa que também podem abrir oportunidades.

Quero ainda fortalecer iniciativas de emprego apoiado e incentivar orientação para empresários, gestores e equipes sobre acessibilidade, adaptações razoáveis, comunicação e convivência no ambiente de trabalho.

Também quero enfrentar um medo que acompanha muitas famílias: “E se meu filho começar a trabalhar, o BPC for suspenso e depois ele não conseguir permanecer no emprego?”

A deficiência permanente não deixa de existir porque alguém conseguiu uma oportunidade de trabalho. Quero trabalhar para fortalecer na legislação a proteção durante essa transição, tornar mais simples e seguro o restabelecimento do BPC quando houver direito e aperfeiçoar o Auxílio-Inclusão, para que buscar uma oportunidade de trabalho não seja visto pela família como o risco de ficar desamparado.

E precisamos respeitar as diferentes realidades. Algumas pessoas poderão trabalhar com grande independência; outras precisarão de apoio contínuo; e outras, devido às suas necessidades, poderão não conseguir ingressar no mercado de trabalho.

Inclusão profissional não é apenas conseguir uma vaga. É ter oportunidade, suporte para permanecer no trabalho e segurança para tentar construir maior autonomia sem o medo de ficar desamparado.

💙 Quem vai cuidar do meu filho quando eu não estiver mais aqui?

Essa é uma pergunta que acompanha muitos pais durante anos: quem vai cuidar do meu filho quando eu envelhecer, adoecer ou não estiver mais aqui?

Essa preocupação se torna ainda maior quando o filho chega à vida adulta e continua necessitando de apoio para alimentação, higiene, medicação, locomoção, organização da rotina ou outras atividades do dia a dia.

Quero trabalhar para que esse futuro comece a ser planejado antes de uma emergência. É preciso identificar famílias em que uma criança, jovem ou adulto com deficiência depende de um cuidador que também está envelhecendo, adoecendo ou já apresenta dificuldades para continuar sozinho com essa responsabilidade.

Quero defender a construção de planos individualizados de continuidade do cuidado, com participação da própria pessoa, da família e das redes de saúde e assistência social, para definir antecipadamente quais apoios serão necessários quando o cuidador principal envelhecer, adoecer, ficar incapacitado ou falecer.

Também quero destinar recursos para ajudar estados e municípios a ampliar Residências Inclusivas e outras formas de moradia apoiada previstas para adultos com deficiência que necessitem desse tipo de proteção, principalmente onde esses serviços ainda não existem ou são insuficientes.

Essa estrutura também precisa ser descentralizada. Quero trabalhar para que Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e o interior tenham alternativas de proteção e moradia apoiada, evitando que a única solução disponível esteja longe da comunidade e das pessoas com quem aquele adulto construiu sua vida.

E quero fiscalizar os recursos e a expansão dessa rede: saber quantas vagas existem, onde estão, quantas pessoas aguardam atendimento, onde ainda faltam serviços e se as estruturas oferecem cuidado, segurança e dignidade.

O planejamento precisa começar enquanto os pais ainda estão presentes, para que a família possa conhecer as alternativas, preparar a transição e para que o próprio jovem ou adulto, de acordo com suas capacidades e necessidades de apoio, participe das decisões sobre o seu futuro.

Nenhum pai ou mãe deveria envelhecer carregando sozinho a angústia de não saber quem cuidará do filho quando não puder mais estar ao lado dele.

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Idosos

Mais cuidado, proteção e dignidade em todas as fases do envelhecimento

💙 Mais geriatras e cuidado integrado para o idoso

Envelhecer muitas vezes significa conviver com mais de uma doença ao mesmo tempo, utilizar vários medicamentos e passar por diferentes especialistas. Mas conseguir atendimento com um geriatra ainda pode ser difícil, principalmente nas regiões onde há poucos profissionais.

Não quero tratar essa falta apenas aumentando uma fila de encaminhamentos. Quero trabalhar também na origem do problema: formar mais especialistas e criar condições para que eles cheguem e permaneçam onde fazem falta.

O Governo Federal já possui programas de apoio à formação de médicos especialistas e financiamento de vagas de residência. Quero trabalhar para que a Geriatria seja priorizada de acordo com a necessidade da população e a falta de profissionais em cada região, ampliando oportunidades de formação e incentivando a fixação desses especialistas em áreas com maior carência.

Também quero destinar recursos por meio de emendas para ajudar a estruturar e equipar serviços de atenção à saúde da pessoa idosa, inclusive em hospitais e unidades que possam ampliar sua capacidade de atendimento e formação, respeitando as regras de credenciamento da residência médica.

Mas formar especialistas não resolve se todos permanecerem concentrados nos mesmos lugares. Quero defender mecanismos de incentivo para que geriatras e outros profissionais necessários ao cuidado do idoso atuem também nas regiões onde hoje há menor oferta, especialmente na Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e no interior.

Enquanto ampliamos essa estrutura, quero apoiar também a telessaúde, aproximando especialistas das equipes que atendem idosos em municípios onde ainda não há geriatras suficientes. A tecnologia pode ajudar na discussão de casos, orientação clínica e acompanhamento, sem substituir a consulta presencial quando ela for necessária.

Quero fortalecer ainda um cuidado integrado, com atenção à revisão periódica dos medicamentos utilizados pelo idoso, ajudando a identificar possíveis interações, duplicidades, efeitos adversos ou tratamentos que precisem ser reavaliados pelos profissionais responsáveis.

E meu mandato vai cobrar resultados: quantos geriatras estão sendo formados, onde esses profissionais estão atuando, quais regiões continuam sem atendimento suficiente e quanto tempo o idoso está esperando para conseguir uma consulta especializada.

Não basta formar mais especialistas. Precisamos fazer com que eles cheguem onde estão os idosos que precisam deles — e permaneçam lá.

💙 Reduzir as filas de cirurgias que devolvem autonomia

As filas já existem — e os próprios dados oficiais mostram a dimensão do problema.

O Plano Estadual de Saúde do Rio de Janeiro registrou 16.908 pessoas aguardando os principais procedimentos ortopédicos, sendo 9.482 somente para cirurgia de joelho, com tempo médio de espera de 155 dias. E documentos oficiais de 2026 continuam apontando ortopedia de joelho e patologias cirúrgicas da coluna entre as maiores filas de alta complexidade do Estado.

Para uma pessoa idosa, essa espera não representa apenas alguns meses a mais numa fila. Pode significar deixar de caminhar, perder independência, aumentar o risco de quedas e passar a depender de outras pessoas para atividades que antes realizava sozinha.

Também existem idosos esperando por cirurgias de catarata e outros procedimentos que podem devolver visão, mobilidade e qualidade de vida.

Programas para reduzir filas já existem. Por isso, não quero simplesmente propor mais um programa. Quero trabalhar para que os recursos existentes cheguem onde a espera é maior e se transformem efetivamente em consultas, exames, cirurgias e próteses para quem está aguardando.

Também quero destinar emendas parlamentares para ampliar e equipar serviços públicos, aumentando a capacidade de atendimento nas regiões e especialidades onde estão os maiores gargalos.

E, diante das filas já acumuladas, quero apoiar ações concentradas e mutirões para atacar essa demanda, ao mesmo tempo em que se fortalece o atendimento regular. Não adianta diminuir uma fila hoje e permitir que outra se forme amanhã.

Meu mandato vai fiscalizar e cobrar resultados: quantas pessoas estavam esperando, há quanto tempo, quanto dinheiro foi destinado, quantos procedimentos foram realizados e quanto o tempo de espera realmente diminuiu depois do investimento.

Essa atenção precisa chegar também à Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e ao interior. O acesso a uma cirurgia que devolve autonomia também não pode depender do CEP.

Fila de cirurgia não é apenas um número. Para um idoso que está perdendo sua autonomia enquanto espera, cada mês conta.

💙 Ampliar o acesso a medicamentos pelo Farmácia Popular

Para muitos idosos, o tratamento não termina na consulta. Depois vem uma despesa que pesa todos os meses: comprar os medicamentos necessários para manter doenças controladas e preservar a saúde e a autonomia.

O Farmácia Popular já garante acesso gratuito a diversos medicamentos e insumos. Quero trabalhar para ampliar progressivamente o rol de medicamentos oferecidos pelo programa, priorizando tratamentos de uso contínuo e condições de grande impacto na população idosa que ainda não estejam adequadamente contemplados.

Essa ampliação precisa seguir critérios técnicos, considerando evidências de eficácia e segurança, número de pessoas que necessitam do tratamento, impacto para a saúde pública, alternativas já disponíveis no SUS e impacto orçamentário. Não quero simplesmente elaborar uma lista política de medicamentos.

Também quero defender uma revisão periódica do rol, para que o programa possa acompanhar as mudanças nas necessidades da população e a incorporação de tratamentos ao SUS.

E meu mandato vai fiscalizar algo igualmente importante: não basta um medicamento constar no programa se o idoso chega à farmácia e não consegue encontrá-lo. Quero cobrar informações sobre disponibilidade, acesso, cobertura e regiões onde existem maiores dificuldades.

Medicamento prescrito e necessário não pode se transformar todos os meses numa escolha entre continuar o tratamento e pagar outras despesas básicas da casa.

💙 Cuidar antes que o idoso perca sua autonomia

Quero trabalhar para fortalecer ações de prevenção e acompanhamento da pessoa idosa, identificando mais cedo situações que podem levar à perda de autonomia, como risco de quedas, perda de força e mobilidade, dificuldades de visão e audição, alterações de memória, alimentação inadequada e isolamento social.

Também quero destinar recursos para ajudar estados e municípios a ampliar programas de atividade física orientada, fisioterapia preventiva, prevenção de quedas e manutenção da mobilidade, principalmente para idosos que já apresentam sinais de fragilidade, mas ainda conseguem manter boa parte de sua independência.

As equipes de saúde também precisam conseguir identificar o idoso que começa a apresentar dificuldades dentro de casa. Uma queda recorrente, por exemplo, não pode ser tratada apenas quando termina em uma fratura. É preciso avaliar medicamentos, visão, equilíbrio, força muscular e as condições do ambiente onde aquela pessoa vive, encaminhando-a para os cuidados necessários.

Quero apoiar ainda ações para ampliar o acesso a avaliação da visão e da audição, porque deixar de enxergar ou ouvir adequadamente pode aumentar o risco de acidentes, dificultar a comunicação e contribuir para o isolamento.

E meu mandato vai cobrar resultados. Não basta contar quantas atividades foram oferecidas. É preciso verificar quantos idosos foram alcançados, quantos receberam acompanhamento e se essas ações estão ajudando a preservar mobilidade, independência e qualidade de vida.

Envelhecer não precisa significar esperar a autonomia desaparecer para começar a cuidar. Quanto antes identificarmos os riscos, maiores são as chances de preservar a independência e a qualidade de vida do idoso.

💙 Recuperar mobilidade e independência

Perder a capacidade de caminhar, ouvir bem ou realizar sozinho atividades do dia a dia pode transformar rapidamente a rotina de uma pessoa idosa. E muitas vezes existe tratamento ou equipamento capaz de devolver parte dessa autonomia, mas a espera é longa, o serviço fica longe ou o equipamento entregue não é adequado à necessidade daquela pessoa.

Quero trabalhar para ampliar o acesso a fisioterapia e reabilitação, principalmente nas regiões onde hoje há pouca oferta ou grandes filas, destinando recursos por meio de emendas para criar, ampliar e equipar serviços de reabilitação.

Também quero ampliar o acesso a próteses, órteses, aparelhos auditivos, cadeiras de rodas e outros recursos de tecnologia assistiva, com avaliação adequada antes da entrega. Não basta entregar qualquer equipamento para cumprir uma meta: ele precisa servir àquela pessoa e às suas necessidades.

Quando houver indicação, quero fortalecer também a reabilitação domiciliar para idosos acamados ou com mobilidade muito reduzida, articulada com o atendimento domiciliar que já tratamos anteriormente.

E há idosos que precisam fazer o tratamento fora de casa, mas simplesmente não conseguem chegar até ele. Quero apoiar a ampliação do transporte sanitário adequado para pessoas idosas com dificuldade de locomoção que precisem realizar consultas, exames, fisioterapia, cirurgias ou outros tratamentos fora do local onde vivem.

Meu mandato vai fiscalizar não apenas quanto dinheiro foi gasto ou quantos equipamentos foram entregues. Quero saber quanto tempo as pessoas esperaram, quantas receberam o tratamento ou equipamento de que precisavam, se o recurso entregue era adequado e se ele realmente ajudou a recuperar mobilidade, comunicação e independência.

E esses serviços precisam estar mais próximos das pessoas, com atenção também à Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e ao interior.

Não basta entregar uma cadeira de rodas, um aparelho auditivo ou autorizar algumas sessões de fisioterapia. O resultado que importa é o idoso conseguir ouvir melhor, se movimentar com mais segurança e recuperar o máximo possível de sua autonomia.

💙 Saúde bucal também faz parte da saúde do idoso

Perder dentes, sentir dor, ter dificuldade para mastigar ou usar uma prótese inadequada não é apenas uma questão estética. Para uma pessoa idosa, problemas de saúde bucal podem dificultar a alimentação, a fala, a higiene e afetar diretamente sua saúde e qualidade de vida.

Quero trabalhar para ampliar o acesso dos idosos a avaliação, prevenção e tratamento odontológico pelo SUS, inclusive próteses dentárias quando houver indicação, fortalecendo os serviços onde a oferta ainda é insuficiente.

Também precisamos olhar para os idosos que têm maior dificuldade para receber atendimento odontológico convencional. Pessoas com mobilidade reduzida, limitações físicas, dificuldade de comunicação ou alto grau de dependência podem precisar de profissionais preparados, mais tempo de atendimento, ambiente adequado e, em determinadas situações, serviços especializados.

Quero destinar recursos para ajudar a estruturar e equipar serviços de saúde bucal preparados para esses atendimentos, além de apoiar a capacitação das equipes.

Para idosos acamados ou com mobilidade muito reduzida, quero fortalecer, quando houver indicação e possibilidade técnica, a integração da saúde bucal com a atenção domiciliar, para que a impossibilidade de chegar ao consultório não signifique simplesmente ficar sem avaliação.

E meu mandato vai fiscalizar os resultados: onde há atendimento, quanto tempo o idoso espera, onde faltam serviços especializados e se os recursos destinados realmente ampliaram o número de pessoas atendidas.

Essa estrutura também precisa chegar à Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e ao interior.

Saúde bucal não pode ser tratada como um detalhe do envelhecimento. Conseguir mastigar, falar, se alimentar e viver sem dor também é saúde, autonomia e dignidade.

💙 Uma casa mais segura para envelhecer com autonomia

Muitos idosos querem continuar vivendo na própria casa, perto da família, dos vizinhos e da comunidade onde construíram sua história. Mas, com o passar dos anos, uma residência que sempre foi adequada pode começar a apresentar riscos.

Um banheiro sem barra de apoio, uma escada sem corrimão, iluminação insuficiente, pisos escorregadios ou degraus difíceis de vencer podem transformar atividades simples em risco de queda. E uma queda pode significar fratura, internação e perda de uma independência que o idoso ainda possuía.

Quero trabalhar para ampliar o acesso, principalmente para idosos de baixa renda, a adaptações de segurança e acessibilidade nas casas onde eles já vivem.

Por meio de programas e recursos destinados à melhoria habitacional, quero apoiar estados e municípios na realização de adaptações como barras de apoio, corrimãos, rampas, adequação de banheiros, melhoria da iluminação, correção de pisos e outras intervenções necessárias para tornar a residência mais segura e acessível.

Mas não quero criar um pacote igual para todos. As necessidades de uma pessoa de 70 anos que ainda vive com grande independência podem ser completamente diferentes das de um idoso de 90 anos com mobilidade reduzida. Por isso, as adaptações precisam considerar a condição da pessoa e os riscos existentes naquela residência.

Quero incentivar também a integração entre saúde, assistência social e habitação, para ajudar a identificar idosos em maior situação de vulnerabilidade e famílias que não têm condições financeiras de realizar essas adaptações sozinhas.

E meu mandato vai fiscalizar os recursos destinados: quantas residências foram adaptadas, onde estão, quais melhorias foram realizadas e se os idosos de maior vulnerabilidade estão conseguindo acessar o programa.

Essa estrutura precisa chegar também à Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e ao interior.

Às vezes, uma barra de apoio, um corrimão ou um banheiro adaptado pode representar a diferença entre continuar vivendo sozinho e perder a autonomia depois de uma queda. Adaptar a casa também é cuidar da saúde.

💙 Atendimento para o idoso que não consegue sair de casa

Há idosos acamados, com mobilidade muito reduzida ou alto grau de dependência que não conseguem chegar com facilidade a uma unidade de saúde. Para essas famílias, uma consulta, um curativo ou uma avaliação profissional pode exigir transporte especial, ajuda de outras pessoas e uma verdadeira operação para sair de casa.

O SUS já possui atendimento domiciliar, inclusive por meio do Melhor em Casa, para pessoas que atendem aos critérios do serviço. Por isso, minha proposta não é criar algo que já existe. Quero trabalhar para ampliar a capacidade desse atendimento onde a demanda é maior e a cobertura ainda é insuficiente.

Quero destinar recursos para ajudar estados e municípios a estruturar e ampliar equipes de atenção domiciliar, com profissionais e equipamentos necessários para atender idosos que realmente precisam receber parte do cuidado em casa.

Esse atendimento precisa ajudar também a evitar complicações e internações que poderiam ser prevenidas, acompanhando situações como feridas e lesões por pressão, dificuldades de alimentação, necessidade de reabilitação e outros cuidados definidos pela equipe de saúde.

E há outra pessoa dentro dessa casa que não pode ser esquecida: quem cuida. Muitas famílias recebem um idoso dependente em casa e precisam aprender rapidamente a lidar com higiene, alimentação, mudança de posição, prevenção de quedas, medicamentos e outros cuidados.

Quero fortalecer a orientação aos familiares e cuidadores, para que recebam dos profissionais informações práticas sobre como realizar com segurança os cuidados necessários e quais sinais indicam que é preciso procurar atendimento médico.

Quando o cuidado necessário não puder ser realizado em casa, o idoso precisa ter encaminhamento e acesso à unidade adequada, porque atendimento domiciliar não pode significar deixar uma pessoa que necessita de hospital ou de atendimento especializado dentro de casa.

E quero fiscalizar os resultados: quantos idosos precisam desse serviço, quantos estão sendo atendidos, quanto tempo aguardam, quais municípios têm equipes e onde ainda existem vazios de atendimento.

A expansão também precisa considerar a Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e o interior, principalmente onde a distância até os serviços de saúde torna o cuidado ainda mais difícil.

Se o idoso não consegue chegar ao atendimento, precisamos encontrar formas de fazer o cuidado chegar até ele — com segurança, critérios e responsabilidade.

💙 Fralda adequada também é cuidado com a saúde

Para muitos idosos que dependem de fraldas diariamente, receber qualquer fralda não resolve o problema. Uma fralda com tamanho inadequado, pouca absorção ou baixa qualidade pode causar vazamentos, irritações, lesões na pele, desconforto e aumentar as dificuldades de higiene e cuidado.

Quero trabalhar pela criação de critérios mínimos nacionais de qualidade e desempenho para fraldas geriátricas, com requisitos técnicos definidos pelos órgãos competentes, considerando fatores como absorção, retenção de líquidos, resistência, segurança dos materiais e adequação dos tamanhos.

A proposta é que esses critérios também sejam observados nas compras realizadas pelo poder público, para que uma licitação não escolha uma fralda apenas porque ela custa menos, sem considerar se o produto oferece condições adequadas para quem precisa utilizá-lo todos os dias.

Quero também destinar recursos para ajudar estados e municípios a ampliar e melhorar o fornecimento de fraldas para idosos que necessitam desse cuidado, com distribuição regular, quantidade adequada e produtos compatíveis com as diferentes necessidades.

E quero fiscalizar os recursos destinados: saber o que foi comprado, qual a qualidade do produto entregue, para onde foi enviado, quantos idosos estão sendo atendidos e se o fornecimento está chegando regularmente às famílias.

Economizar comprando uma fralda inadequada pode significar gastar depois tratando as consequências. Para um idoso dependente, absorção, qualidade, tamanho correto e troca adequada também fazem parte da saúde e da dignidade.

💙 Centros-Dia e espaços de convivência: cuidado, autonomia e vida ativa

Envelhecer não significa deixar de participar da vida. Há idosos que precisam de acompanhamento durante parte do dia, mas há também muitos outros que vivem com independência e querem continuar ativos, aprender coisas novas, fazer atividade física, desenvolver habilidades e conviver com outras pessoas.

Quero destinar recursos para ajudar estados e municípios a criar, ampliar, reformar e equipar Centros-Dia e espaços de convivência para pessoas idosas, de acordo com a finalidade e o público de cada serviço.

Para o idoso que necessita de apoio durante o dia, o Centro-Dia pode representar cuidado, segurança e convivência, sem que seja necessário afastá-lo da família ou encaminhá-lo para uma instituição onde passará a morar.

Ao mesmo tempo, quero ampliar espaços e projetos abertos também aos idosos independentes que desejam se manter ativos e participar da comunidade.

Esses locais poderão oferecer, de acordo com sua estrutura, atividades físicas orientadas, dança, música, pintura, artesanato, teatro, cultura, oficinas, inclusão digital, cursos e outras atividades, respeitando os interesses, as condições e as capacidades de cada pessoa.

Quero incentivar também atividades que valorizem aquilo que o idoso aprendeu e construiu durante toda a vida. Uma pessoa que conhece um ofício, cozinha, costura, pinta, toca um instrumento, trabalha com artesanato ou acumulou conhecimentos profissionais pode não apenas participar de uma oficina, mas também ensinar e compartilhar sua experiência com outras pessoas e com novas gerações.

Para as famílias que cuidam de idosos que necessitam de acompanhamento, essa rede oferece ainda algo fundamental: a segurança de saber que seu familiar está sendo cuidado e participando de atividades enquanto elas trabalham, estudam, vão ao médico ou resolvem outras necessidades da vida.

E quero levar essas oportunidades para a Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e o interior, porque envelhecer com oportunidades também não pode depender do CEP.

Meu mandato vai fiscalizar os recursos destinados e cobrar resultados: onde existem esses serviços, quantas vagas e atividades oferecem, quantas pessoas participam, onde existe demanda sem atendimento e se os espaços estão realmente sendo utilizados pela população idosa.

Envelhecer com dignidade não é apenas viver mais. É continuar convivendo, aprendendo, fazendo escolhas, descobrindo habilidades e participando da vida — com apoio quando ele for necessário e oportunidades em todas as fases do envelhecimento.

💙 Apoio também para a família que cuida

Quando um idoso perde autonomia, muitas vezes é alguém da própria família que assume os cuidados. Há filhos, cônjuges e outros familiares que reduzem a jornada de trabalho, deixam o emprego ou reorganizam completamente a própria vida para cuidar de quem passou a depender deles.

E há situações ainda mais delicadas em que uma pessoa também idosa está cuidando de outra pessoa idosa, enfrentando limitações físicas, cansaço e dificuldades financeiras enquanto continua responsável pelo cuidado diário.

Quero trabalhar para fortalecer a rede de apoio a essas famílias, com orientação, capacitação, serviços de cuidado temporário e alternativas como Centros-Dia, para que o cuidador também possa trabalhar, ir ao médico, resolver suas necessidades e preservar a própria saúde.

As propostas mais amplas de proteção financeira, previdenciária e trabalhista para quem precisa dedicar grande parte da vida ao cuidado de um familiar fazem parte também das minhas propostas para Famílias Atípicas e Cuidadores.

Cuidar de um idoso dependente não pode significar abandonar completamente a própria saúde, a renda e a vida. Para cuidar bem de alguém, a família também precisa encontrar apoio.

💙 Mais vagas e estrutura para idosos que precisam de acolhimento

Há famílias que chegam a um momento em que já não conseguem oferecer sozinhas todos os cuidados de que um idoso dependente necessita. E encontrar uma vaga em uma instituição adequada, principalmente para quem não tem condições de pagar uma instituição particular, pode se transformar em outra dificuldade.

Quero destinar recursos para ajudar estados e municípios a ampliar, reformar, equipar e criar novas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) onde houver falta de vagas, priorizando as regiões com maior demanda e menor oferta de acolhimento.

Essas unidades precisam estar preparadas para receber idosos com diferentes graus de dependência, com acessibilidade, higiene adequada, alimentação, segurança e número de cuidadores compatível com a necessidade dos residentes. A regulamentação da Anvisa já estabelece exigências diferentes de cuidadores conforme o grau de dependência, e isso precisa ser efetivamente cumprido.

Quero também trabalhar para fortalecer a integração das ILPIs com a rede de saúde, especialmente para os idosos mais dependentes. Cada instituição deve ter referência definida para atendimento no SUS e condições para encaminhamento rápido quando houver uma intercorrência. Onde a realidade e a demanda justificarem, quero apoiar estruturas integradas ou próximas a serviços de saúde, respeitando as normas específicas de cada tipo de estabelecimento.

E não quero que a expansão fique concentrada apenas em algumas regiões. Os recursos precisam chegar também à Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e ao interior, de acordo com a falta de vagas e as necessidades da população idosa.

Também quero fiscalizar os recursos destinados e cobrar informações claras: quantas vagas existem, quantas pessoas aguardam acolhimento, onde faltam unidades, quais são as condições das instituições e se os idosos estão recebendo o cuidado previsto nas normas.

Quando uma família já não consegue cuidar sozinha, a resposta não pode ser abandono nem improviso. O idoso precisa encontrar um lugar seguro, digno e preparado para cuidar dele.

💙 Combater instituições clandestinas, abandono e maus-tratos

Quando uma família procura um lugar para acolher um idoso, precisa ter segurança de que aquela instituição existe legalmente, possui condições adequadas de funcionamento e trata seus residentes com respeito e dignidade.

Quero trabalhar para fortalecer a identificação e a fiscalização de instituições que funcionam clandestinamente, sem as autorizações e condições necessárias, mas também daquelas que estão formalmente abertas e, mesmo assim, mantêm idosos em situações inadequadas.

As regras já existem e precisam ser cumpridas. Quero defender uma atuação mais integrada entre Vigilância Sanitária, Conselhos da Pessoa Idosa, Ministério Público e demais órgãos responsáveis, melhorando o compartilhamento de informações e a identificação de instituições irregulares.

Também quero defender mais transparência para as famílias, com informações que permitam verificar se a instituição está regularizada e se existem irregularidades graves identificadas pelos órgãos competentes, respeitados os limites legais de divulgação.

A fiscalização precisa olhar para aquilo que acontece lá dentro: higiene, alimentação, estrutura, número adequado de cuidadores, administração de medicamentos, prevenção de lesões e quedas e as condições reais em que os idosos vivem.

E, quando houver suspeita de violência ou maus-tratos, a resposta precisa ser rápida.

Fiscalizar não é apenas conferir documentos na porta. É saber como o idoso está sendo tratado depois que a porta se fecha.

💙 Dignidade também nos cuidados mais íntimos

Quando um idoso passa a depender de outra pessoa para tomar banho, trocar de roupa, usar o banheiro, trocar uma fralda ou realizar sua higiene pessoal, ele não deixa de ter direito à privacidade, à intimidade e a ser tratado com respeito.

Quero trabalhar para fortalecer a capacitação dos profissionais e cuidadores que prestam assistência direta à pessoa idosa, especialmente nos serviços públicos, instituições de acolhimento e demais estruturas financiadas com recursos públicos.

Os cuidados mais íntimos precisam ser realizados com atenção à privacidade, higiene, segurança e conforto, evitando exposição desnecessária, tratamento infantilizado, constrangimentos ou procedimentos feitos de maneira apressada apenas para cumprir uma rotina.

Isso também significa respeitar, sempre que possível, as escolhas e a participação do próprio idoso: explicar o que será feito, ouvir suas preferências e preservar sua autonomia naquilo que ele ainda consegue decidir ou realizar sozinho.

Quero apoiar a adoção e o cumprimento de protocolos de boas práticas para os cuidados pessoais, aproveitando as normas e orientações que já existem e aperfeiçoando o que for necessário. Não precisamos criar uma regra nova quando o problema é fazer a regra existente ser respeitada no dia a dia.

E meu mandato vai fiscalizar principalmente os serviços e instituições que receberem recursos públicos, cobrando não apenas estrutura física e documentação, mas a qualidade real do cuidado oferecido às pessoas que dependem de ajuda para as atividades mais básicas da vida.

A família também precisa receber orientação. Quando o cuidado acontece em casa, muitas vezes um filho, uma filha ou outro familiar assume essa responsabilidade sem nunca ter aprendido, por exemplo, como movimentar uma pessoa com segurança, prevenir lesões na pele ou realizar determinados cuidados de higiene preservando sua dignidade.

Precisar de ajuda para tomar banho, trocar uma fralda ou se vestir não torna ninguém menos adulto, menos capaz de sentir constrangimento ou menos merecedor de respeito. A dignidade precisa estar presente também quando ninguém está olhando.

💙 Proteção contra violência, abandono e golpes

A violência contra a pessoa idosa nem sempre deixa marcas visíveis. Ela pode acontecer por meio de agressões, ameaças, humilhações, negligência, abandono, retenção de documentos, apropriação da aposentadoria ou do benefício e controle indevido do dinheiro e dos bens do idoso.

E existe uma ameaça que cresceu muito: os golpes financeiros e digitais. Falsas centrais bancárias, links e mensagens fraudulentas, empréstimos não reconhecidos e outras formas de fraude podem comprometer em poucos minutos uma renda construída durante toda a vida.

O Brasil já possui leis, canais de denúncia e órgãos responsáveis pela proteção da pessoa idosa. Por isso, não quero simplesmente propor mais um número de telefone ou criar uma estrutura que já existe. Quero trabalhar para fortalecer a prevenção, facilitar o acesso aos canais existentes e melhorar a integração entre os órgãos responsáveis quando houver suspeita de violência, abandono ou exploração financeira.

Quero defender também ações permanentes de orientação e prevenção de golpes, com linguagem simples e acessível, para que idosos e familiares saibam reconhecer situações de risco antes que o prejuízo aconteça.

Nos casos de violência patrimonial e financeira, quero trabalhar para fortalecer mecanismos de prevenção e resposta, especialmente diante de movimentações, contratações ou empréstimos realizados mediante fraude, coação ou sem o verdadeiro consentimento da pessoa idosa, respeitando sua autonomia e capacidade de decisão.

Também quero cobrar que a denúncia não termine apenas em um protocolo. É preciso acompanhar quantas denúncias foram recebidas, quais foram encaminhadas aos órgãos competentes, onde existem maiores dificuldades de atendimento e se a rede de proteção está conseguindo responder às situações identificadas.

E a informação precisa chegar a quem está fora dos grandes centros. Quero apoiar ações de orientação também na Baixada Fluminense, São Gonçalo, outros municípios da Região Metropolitana e no interior, inclusive para idosos com pouca familiaridade com meios digitais.

Proteger o idoso não significa retirar sua autonomia. Significa garantir que ninguém use sua idade, sua confiança ou uma situação de dependência para tirar dele seus direitos, seu dinheiro ou sua dignidade.

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